por Cándido J. Inglés, João Castanheira, Filipe Ribeiro e José M. García-Fernández,
segunda-feira, 28 de julho de 2008
"Preliminar Psychometric Properties of the Portuguese Version of the Questionnaire about Interpersonal Difficulties for Adolescentes"
por Cándido J. Inglés, João Castanheira, Filipe Ribeiro e José M. García-Fernández,
terça-feira, 1 de julho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
“O Reconhecimento Parental?”

Será de todo imprescindível que os objectos parentais (paterno/materno), ou os seus semelhantes significativos, não descurem na relação com os seus filhos a preservação do reconhecimento audível e visível, sem (ou quase sem) abstraccionismos comunicacionais ou subjectividades latentes, com o mínimo de distorções, deformações e ruídos perturbadores, para que a continuidade do vínculo não integre em demasia comprometimentos presentes e futuros, numa relação que se quer tão genuína quanto profunda, ao invés daquela tão falsa quanto superficial (?).
E as verdades que se escondem por trás de uma percepção de verdade, que se pensa que se transmite, mas que no fundo o receptor não adivinha, não sabe, e pode ficar numa razoável e permanente dúvida confusional na tentativa interpretativa de compreender mensagens claramente dúbias, com entrelinhas maiores e mais valoradas que as próprias linhas, um verdadeiro caos relacional fomentado pela dispersão entre o que um pensa que diz e o que o outro pensa que ouve.
Aliado a este sistema psicotóxico relacional poderá vir a criação de um falso self relacional, se bem que é nesse falso self que reside toda a interacção relacional que passa assim a caracterizar aquela que é a verdade da relação, ou seja, o que foi criado na base da insegurança, da dúvida, da incerteza, do confuso, do disperso, do indirecto, do subjectivo, do abstracto, poderá vir a ser a forma exclusiva da relação funcionar, sendo a relação verdadeira ainda que fundamentada em princípios de inexistência ou falsidade.
Este padrão relacional de indução de dúvida permanente, pode por exemplo implicar a incapacidade do principal elemento indutor (objecto parental) em lidar com aquilo que não diz claramente, cujas motivações podem ser erroneamente (re)dirigidas ao alvo da indução (filhos) num sentido pseudo-protector de um mundo demasiado agressivo/aversivo para poder ser visto ou sentido pelos seus descendentes, quando na verdade a evasão dissociativa da realidade começa naquele que não quer que os outros a vejam ou a sintam. Normalmente, esse mundo agressivo e/ou essa realidade evadida dissociativamente é nada mais nada menos que a própria intra-realidade do objecto parental, e também a realidade externa ao objecto parental na forma como ele a percepciona.
(A tentativa de?) Mostrar sinais sem lhes atribuir um significado, implica que o receptor o faça, mal ou bem.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
«Bullying» abordado em tertúlia no Dia da Criança - Violência nas escolas «pode resultar em suicídio»

O grupo local de Aveiro da Amnistia Internacional promoveu, ontem, no Hotel Moliceiro, uma tertúlia sobre Bullying (violência escolar), a propósito da comemoração do Dia Mundial da Criança. A intervir estiveram o psicólogo clínico João Castanheira e um representante da Associação Consensus, que desenvolve trabalho na área da Violência nas Escolas e Mediação Escolar.
O Diário de Aveiro falou com João Castanheira, no sentido de saber o nível actual de ocorrências do fenómeno, como se manifesta, e se as escolas sabem lidar com a situação. De acordo com este psicólogo, apesar de o conceito de Bullying ser relativamente recente, «já existe há muito tempo; há casos muito antigos», defendendo que a solução não deverá passar pela intervenção política.
João Castanheira afirma que «não se deve negligenciar a vítima», alertando para a importância de «nos focarmos no agressor, com uma intervenção de fundo a nível terapêutico». «Eles próprios são vítimas antes de serem agressores, tentando deixar de ser minimizados, inferiorizando os outros», explica, acrescentando o tipo de «agressor vítima, que responde à agressão».
Actualmente, e de acordo com o psicólogo, as agressões verbais e a humilhação adquirem tanto peso como a agressão física, sendo que a principal característica do fenómeno se prende com o seu «carácter de permanência, que pode ter como resultado extremo o suicídio».
Segundo João Castanheira, e baseando-se em estudos já efectuados, «existem crianças com predisposição para ser vítimas, pelas suas próprias características», das quais destaca a fragilidade e a tendência para a depressão. «Os agressores e as vítimas têm características muito semelhantes; têm é uma forma completamente diferente de lidar com elas», revela.
No que respeita à sua opinião sobre se as escolas sabem como gerir o problema, João Castanheira não hesita em responder que não, acreditando estarem a preparar-se nesse sentido, «principalmente a nível informativo». «É uma situação que se verifica, sobretudo, nos recreios, onde as crianças têm liberdade para partilhar uns com os outros; não há supervisão, senão entre elas próprias». Na sua opinião, a solução não passará pela anulação desta socialização interpares.
De acordo com os estudos mais recentes, o fenómeno está presente por todo o país, independentemente da região, sendo que «quanto mais novas são as crianças, mais envolvidas estão», com maior incidência no sexo masculino.»
quinta-feira, 29 de maio de 2008
“Por trás do corpo que avisto…”

Silhueta recortada em folha de papel, mostram-se em linhas os contornos da pele, permitem diferir o quão imagética distorcida há nessa realidade construída, e o quanto ela serve perfeitamente para esconder ainda mais fundo uma dor tão distinta dessa que se quer fazer demonstrar através do corpo “auto-deformado”.
Pode até parecer que não, a uma primeira e quem sabe segunda e terceira vista, que a dor posta no “concreto” de um corpo (não) corresponde a uma idealização qualquer, que é uma dor menor, ou melhor, é uma dor transformada, re-integrada, re-interpretada, uma bem mais suportável que aquela que realmente propulsiona, desencadeia, encadeia, o aparecimento dessas ditas perturbações do foro alimentar.
É demasiadas vezes “mais fácil” lidar com uma perturbação que tende para o palpável, do que lidar com aquilo que já nem se sabe bem o que é, o que foi e o que irá ser. Mas, a isso acresce um problema, o problema de se tentar apenas lidar com a sintomatologia considerando que essa sintomatologia é o problema em si, quando ela é apenas um dos resultados consequentes do real nível problemático. Assim, além de se desconsiderar o problema fundamental, ainda se corrobora com a distorção problemática que a pessoa de forma inconsciente elaborou para tornar “mais fácil” a sua vida, ou será, menos difícil?
