segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Tertúlia “De como ir colhendo um Universo - Incursão musical, poética e imagética” com Ricardo Grácio
O ITAPA convida Ricardo Grácio para uma tertúlia sobre
o modo como o autor descobre um Universo que se apresenta diante dele,
recorrendo para isso a instrumentos como a música, a poesia e a
fotografia, acompanhados pelo seu espírito crítico e indagador,
semelhante à curiosidade tão típica das crianças.
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Seguir-se-á uma pequena ceia, prolongando o convívio.
Informações e inscrições através do e-mail: geral.itapa@psicologiaveir
Vagas limitadas a 15 participantes.
Entrada e inscrição gratuitas.
ITAPA - Instituto Terapêutico Analítico Psicologia Aveiro
Rua dos Combatentes da Grande Guerra nº43 1º andar, 3810-087 Aveiro
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Sexologia Clínica
segunda-feira, 12 de março de 2012
“A porta blindada do muro de cartão.”
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
“Literalidade e latência: da verdade unicista à mudança idiossincrática.”
Não é propriamente novidade, que o conteúdo manifesto seja também representativo de conteúdos latentes, e, que o significado total/real, [ou pelo menos, proximal da(s) verdade(s)] da intra e/ou extra-expressão psíquica, seja tendencialmente incompleto quando compreendido apenas nessa face que se mostra (superfície) ou na outra que não se vê (profundidade). No entanto, é com alguma cautela, e até delicadeza, que a interpretação das “preciosas verdades intra e/ou externo-relacionais” deve ser feita, já que se a busca pretender encontrar uma espécie de verdade única (“a verdade” e/ou “a interpretação”), então não haverá espaço para a amplificação do conhecimento interpretativo que permite (e tantas vezes possibilita) a existência da mudança (terapia), para em vez disso se assumir uma medíocre cristalização de algo, que por ser dinâmico (à própria imagem do universo mental) não se poderia considerar como digno de real, se imutável.1
- 1 Ainda assim, poderíamos, e talvez devêssemos, pensar um pouco em ditas entidades em forma de quadros (ou quadrados) patogénicos, onde a fixação parece presidir, quer à formação do próprio estado, quer à manutenção aparentemente repetitiva e imutável do sujeito. Ou seja, como se duma dinâmica estática se tratasse, que é o mesmo que dizer que o estado seria estático pois a única dinâmica apresentada seria a própria repetição de uma dinâmica em particular, repetida vezes sem conta, por vezes até à exaustão, aquilo que por exemplo alguns apelidaram e chamam (também) de “Repetição Relacional Patogénica” [onde o indivíduo vivência as novas situações à imagem das situações antigas (fixação referencial)].
- “(...) Não é, uma qualquer dor que me assola… Não é? São os campos que de arroz se estendem até ao teu rosto, são. Que consolo se aloja na perdiz? Qual esforço, subindo ao encosto de um banco de jardim. Agora fá-lo, ora surpreende o entusiástico reparo que não vi. Quem era aquela janela, sentinela? Dispersão. Pressionarias aquela tecla que jamais ousaria toar-te daquele som. Aberta pela supérfula via do engenho frutífero. Não mais queria tê-la comigo, aquela janela que abrigo. (pausa) Ainda agora comecei as primeiras letras e já me vejo a olhar as palavras, que fogem pela parede e se encontram nas calmas serenatas de horror. O espreguiçadouro de Miornot, era antigo, ansião-lítico, do mesmo tipo que abismo. Quem ousa compreender estas arrogantes palavras? São também os cintilantes brilhos parquíssimos de gralhas? Para quê perder o significado de cobrir o telhado de firmes orlas de cor. Contra-pé delegado para sair caro o sabor. Não digo nada, deste mais tudo que desaparece num seguro milionésimo de calor. Servidos os quadros, parecem vidros de ligação. Permanecem permitidos apenas os que queimam agreste salva. Sejam soltas. Não querem ser mortas. Mas são. (pausa) Aquém destemida sai pelo portão de balancé. Sai pela porta que é entrada do que é. Aflige. Recomenda. Atrai-se para a contro-ladainha. Para se voltar a ver que aquela, era minha.(...)”
Claro que é, também muitas vezes, o facto das características dos objectos receptores (apropriados à satisfação e/ou frustração dos conteúdos latentes, por exemplo desejantes) serem inapropriadas para os conteúdos dinâmicos do Super-Eu que tornam o caminho desviado, quer da satisfação, quer da frustração (satisfatória), já que o deslocamento (para objectos diferentes daqueles que podem adequar-se aos conteúdos emergentes) viabiliza mormente acontecimentos sinalético-sintomáticos que podem ir, por exemplo, desde a fixação obsessiva no objecto deslocado até à psicose paranoide. Ambos exemplos, de apresentação defensiva e sinalética da depressão subjacente à (im)possibilidade do encontro amoroso interno e do posterior encontro amoroso (satisfatório e/ou frustrado) com objectos apropriados e reais do mundo externo: a liberdade para o Eu intra-integrado e para a saudável relação com o outro (no e do mundo extra-psíquico); ou, a liberdade para a auto-aceitação intra-integrada do Eu e libertadora da aceitação, possibilidadora e possibilitante, do encontro com os objectos apropriados e reais do mundo externo; ou ainda, do conflito intra-psíquico aniquilador do funcionamento sanígeno à resolução integradora do Eu, permissora e propulsionante, do funcionamento saudável.
Parece fundamental fluir espontaneamente [diferente de não pensante, diferente de só sentinte (?)] para que a expressão do(s) conflito(s) possa ser também uma aproximação à sua resolução, que é também a mudança da parte vitoriosa (quando existente), não necessariamente para parte derrotada, mas muito para a coabitação integrada (tendencialmente) pacífica das “partes em conflito” (partes da (intra)psique em conflito - conteúdos inter-instâncias e/ou intra-instâncias). Por exemplo:
- Tantas vezes, a “solução” está no mediador do conflito (p.e., Super-Eu) e tantas outras nas partes aparentemente (e/ou de facto) em guerra, isto é, acontece por vezes, que os conflitos parecem ser entre conteúdos de duas instâncias (p.e., entre o inconsciente e a “quase-pseudo-consciência”), mas no fundo essas (instâncias) podem estar também em luta/trabalho para a agradabilidade do Super-Eu.
- [Mesmo os conflitos psicóticos, são também conflitos neuróticos (intra-psíquicos, maioritariamente depressogénicos), que depois se podem revelar (principalmente) na tipologia de conflito psicótico: mundo interno versus mundo externo (mesmo que originariamente se tenham formado por ditames desta própria relação: “Eu versus mundo externo” - o que também permite dizer, não de forma meramente invertida, que também os conflitos neuróticos têm como entidades basilares conflitos psicóticos)].
- A agradabilidade ao Super-Eu, é também, necessariamente, a agradabilidade [(in)directa] aos cuidadores primários (já que esses, são os principais contribuintes/impressores para a formação do Super-Eu, inicial e basilar, e até para a sua existência), o que revela e torna relevante a dinâmica relacional do sujeito com o(s) outro(s) na sua vida mais tenra, como um dos principais impulsionadores conflituais ao longo de toda a vida do indivíduo humano. [Impulsionadores conflituais e/ou impressores das bases para a forma de lidar com as relações (dessa actualidade e posteriores) - internas e externas, da relação de objecto primário, à relação de objecto secundário, até à “nova relação” - posteriormente tornada potencial e/ou aparentemente principal.]
- [Parece-me necessário salientar (apesar da postura meramente exemplificativa/ilustrativa e não contemplativa da realidade global) que também existem conflitos intra-instância-psíquica, isto é, aqueles que ocorrem dentro de uma única instância psíquica (p.e.: duas ou mais entidades/conteúdos desejantes simultaneamente incompatíveis - id; duas ou mais entidades/conteúdos de valor e/ou moral simultaneamente incompatíveis - Super-Eu; etc.), para que se possa elevar e/ou aprofundar o pensamento (talvez principalmente sobre os afectos - essas entidades de conteúdo, determinante e determinador, sobre outras entidades psíquicas especialmente subjugadas a essa tão subjugatória). Por outras palavras, este tipo de conflitos (que podem ser de etiologia diversa - de dinâmica relacional intra-instância-psíquica, intra-psíquica-inter-instâncias-específicas, intra-psíquica-global, todas as hipóteses anteriores na relação entre elas, e, todas as hipóteses anteriores na relação com o mundo externo) podem ser considerados como elementos de potencial fomentador de desencadeamento sintomático-patogénico (visível), com ou sem luta/trabalho pela posterior agradabilidade aos ditames residentes no Super-Eu, já que muitos desses conflitos não chegam a sair da sua instância, sendo resolvidos intra-instância, ou não sendo resolvidos podem também permanecer apenas dentro da instância em questão sendo percebida a sua existência maioritariamente através de conteúdos literais simbólico-representativos.]
- Ainda a título de exemplo e para alargar a discussão, poderíamos pensar no potencial de patogenia decorrente de um Super-Eu “formado” por cuidadores primários em conflito e/ou em desacordo, p.e. um pai e uma mãe em desacordo e/ou em conflito na educação dum filho, e/ou um dos pais (ou os dois) com mensagens psicotóxicas. Não se deverá com isto pensar que será menor o potencial de patogenia de alguém com um Super-Eu formado principalmente através da relação com cuidadores primários que estiveram maioritariamente concordantes e com mensagens explicito-saudáveis (não contraditórias), já que a tarefa dos cuidadores primários é talvez uma das mais difíceis/exigentes tarefas da condição relacional humana, e também por isso, sujeita a ainda mais limites e falhas (não querendo com isto dizer que as falhas e os limites o são realmente, e, não querendo dizer que as outras tipologias relacionais são mais fáceis ou que não têm também limites e falhas, mas querendo dizer que as dificuldades das outras tipologias de relação são tipicamente, directa ou indirectamente, decorrentes das primeiras). Ainda podíamos juntar a este exemplo, a conjuntura de diversidade de cuidadores primários (principais) que pode existir, [desde um só pai a uma só mãe, a pais divorciados (com ou sem novo(a) companheiro(a)), à ausência de pais (com ou sem pseudo-substitutos), a pais adoptivos, a dois pais do mesmo sexo, etc.], estas e outras características do mundo externo, que depois de internalizadas idiossincráticamente se assumem como partes integrantes e autónomas do indivíduo.
- (no) funcionamento sanígeno - a visibilidade conflitual apresenta-se, ao próprio e ao outro, em formato de sublimação partilhada (p.e.: actividade/expressão visível da resolução do conflito pela via do deslocamento objectal aceitável, suficientemente bom para uma real satisfação/frustração);
- (no) funcionamento patogénico - a visibilidade conflitual apresenta-se, ao próprio e/ou ao outro, em formato de sinal e/ou sintoma (p.e.: actividade/expressão visível da existência, contínua e continuada, do conflito sem que este encontre uma resolução suficientemente pacificadora para deixar de o ser).
Para se chegar ao encontro da diversidade interpretativa, parece ser preciso encarar a dita normalidade como uma “meta-normalidade”, isto é, o que está para além dela própria é tantas vezes, também, o que a constitui como tal, não pela diferença, mas pela pertença:
- “Não basta dizer-se que alguém não joga com o baralho todo, quando tantas vezes até joga com mais (ou outras/diferentes) cartas, se ainda por cima a própria pessoa que disse que alguém não joga com o baralho todo, joga com o mesmo baralho que essa outra pessoa inventou”. Até que ponto as psicopatologias não são também pertença da dita normalidade, já que sem elas, tantas vezes, não haveria, por exemplo, algumas grandes criações [através dos grandes (des)equilíbrios], que depois são utilizadas pelos ditos normais, na sua dita normalidade?
Por fim, importa novamente questionar (verdades tidas como elementares e seguras, quase religiosamente dogmáticas e, por isso extremamente difíceis de se acreditar sequer que se podem colocar em questão), para que a mudança seja realmente idiossincrática e não mera pertença a uma pré-verdade unicista, onde cabe tudo e todos, o que se torna tão parecido com o mesmo que nada. Como por exemplo, até que ponto existe de uma verdadeira consciência, enquanto instância intra-psíquica? A análise da análise2, serve de exemplo para a hipótese da impossibilidade duma verdadeira consciência do presente, considerando o presente como a única existência real (única realidade em que realmente vivemos/estamos - “o aqui e agora”), podemos então também considerar a consciência como uma pseudo-consciência e a pseudo-consciência como uma quase-pseudo-consciência do passado e do futuro (sendo que toda e qualquer forma de “consciência” se dá exclusivamente no presente)?
- 2 Primeiro é necessário sentir para depois pensar os afectos, não é possível pensar sobre o que se sente sem se ter sentido primeiro. (Já que pensar sobre o que se está a sentir no próprio momento que se sente implica, no fundo, pensar-se sobre um passado ainda demasiado recente para ser distinguido do presente. O presente passa instantaneamente, uma velocidade cuja capacidade perceptiva humana não consegue destrinçar.)
Castanheira, J. (2011). Literalidade e latência: da verdade unicista à mudança idiossincrática. Portal dos Psicólogos. ISSN: 1646-6977 - nº 365 | 31 Out 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Neuropsicologia Clínica
O ITAPA, dispõe a partir de hoje de serviço de Neuropsicologia Clínica.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
“Censura por transferência quotidiana.”
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
“A quase pseudo-consciência relacional – Só: ser, estar, sentir (?) – uma (também) alusão à relação terapêutico-analítica.”
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
“A quase pseudo-consciência relacional: o conflito e o confronto (resolutivo).”

quinta-feira, 8 de julho de 2010
“Verdade razoável, dúvida aliviante.”

quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
“O bode introjectivo.”

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
“Da megalomania à frustração da realidade – impasse terapêutico.”

quarta-feira, 21 de outubro de 2009
“Integridade estática do Eu dinâmico.”

terça-feira, 16 de junho de 2009
“A percepção toxicológica e a funcionalidade relacional.”

O condicionamento proveniente da toxicologia da percepção do mundo (interno/externo) nem sempre serve a fins sanígenos, tal como poderia ser, para alguns, expectável que a sua função fosse exactamente a de emancipação da funcionalidade do ser relacional. Isto é, poder-se-ia esperar que a toxicidade incluída na visão do mundo por cada indivíduo o munisse de parâmetros de funcionalidade adequada à relação, específica e única, desse mesmo indivíduo com o mundo com o qual ele se relaciona.
No entanto, a toxicidade, no sentido da contaminação da percepção por elementos idiossincráticos, auto, hetero e multi dirigidos, traz à relação um dos cernes da existência relacional, o da partilha de toxicidades(?). Ou seja, a necessidade de exteriorização do Eu materializado na relação com o próprio Eu, e umas tantas outras vezes com o outro (?) (esta seria uma forma, ainda primária e patogénica, narcísica de relacionamento).
A “boa” funcionalidade relacional tende a existir não necessariamente quando há uma real partilha ou inter e/ou intra-entendimento (?), mas sim quando ela serve a existência mútua dos seres que se relacionam. Melhor, quando permite consumar a existência do Eu pela existência do nós, o outro faz-nos existir (na relação que com ele estabelecemos – forma de relacionamento sanígeno).
Ora, isso levanta mais uma vez, a questão linearmente psicótica da exclusividade de funcionamento intra-relacional, onde o indivíduo apenas se relaciona entre si próprio, uma espécie de psicose extrema onde o contacto com o mundo externo, aparentemente não se efectiva. Quer isto dizer que, mesmo num estado de funcionamento extremista de aparente total ausência de contacto ao mundo relacional externo ao indivíduo, dificilmente isso não passará de uma pseudo-aparência, já que esse ser teve (ou tem) que se relacionar, ainda que (pseudo) uni-direccionalmente (do mundo externo para esse indivíduo) para que pudesse sobreviver, pois o mundo externo é ainda assim o seu habitat. Até porque há alguma impossibilidade uni-direccional, pois o indivíduo ao receber do mundo externo já está a relacionar-se com ele, embora isso não signifique que devolva a esse mesmo mundo uma forma relacional que o mundo dos humanos possa, ou mesmo consiga, inter-entender.
Então, parece que o dúbio percepcional se manifesta, quer pela presença do código imposto e imprimido desde as relações primárias e precoces, quer pela toxicidade que essa imposição parece limitar/permitir os indivíduos nas novas construções relacionais. Quer isto significar que a perspectiva de abordagem analítico-relacional de base, umas tantas vezes impede a construção genuína de novas relações, e outras tantas vezes permite que haja abertura pré-disposta a essas novas formações.
Apesar da existência de fundamentos base, que funcionam como reguladores e até por vezes como padrões de aceitação/rejeição e funcionalidade/disfuncionalidade relacionais, isto é, das relações primárias para as novas relações, isso tem vindo a ser visualizado como objecto de análise para a mutação profícua do indivíduo. Ou seja, será a partir do (re)conhecimento desse material inconsciente, primário e primitivo, que posteriormente será possível ao indivíduo crescer genuinamente nas novas relações, se a nova relação for genuinamente nova em toda a dinâmica multi direccional que a contempla.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
“A vontade inconsciente de matar a minha mãe (complexo de Édipo negativo?).”

Extracto de uma sessão, com a confidencialidade devidamente assegurada, paciente em associação livre…
“A elaboração intrapsíquica do relacionamento edipiano primário na forma invertida de papeis, onde o pai representa “a mãe a conquistar”, devido à indisponibilidade materna percebida e/ou fantasiada para ser conquistada pelo filho, encontrou-se mais tarde, na vida adulta desse filho, na emersão para a pseudo-consciência da actividade pulsional de morte do desejo inconsciente de matar a sua mãe.
Matar a mãe que o pai representa fantasmáticamente, ou matar a mãe real?
Este “Édipo” parece encontrar-se agora num estado secundário confusional, ou pelo menos num estado de continuidade confusional primário, onde não entende qual o seu papel natural, não sabendo quem conquistar (pulsão de vida/sexual) e quem matar (pulsão agressiva/ de morte).
A angústia proveniente da dúvida permanente instaurada parece alimentar a confusão primitiva sobre quem é quem, hetero fantasiando, e sobre quem é ou que “Édipo” deve ser (ou deveria ter sido).
E onde cabe o papel do irmão de “Édipo” no seio desta tentativa frustrada de perceber quem é a mãe a conquistar e o pai a aniquilar?
“Édipo” sente-se demasiado fragilizado para ser o guerreiro conquistador que a natureza dele próprio espera que ele seja, a luta é demasiado feroz, os adversários são mais fortes, e existe ainda o fantasma de não saber quem são os aliados e quem são os inimigos, “Édipo” está confuso e decide não lutar.
Mais tarde descobre que mesmo que não queira essa(s) guerra(s) não se pode dissociar de a(s) travar, se não lutar morre (é aniquilado, foi?), se lutar pode morrer, pode matar (conquistar o objecto de investimento sexual/de vida), mas não pode nem consegue pacificar antes de ir para a guerra.
Será que ele ao conquistar confusionalmente o pai, isto é, o pai em representação invertida da mãe, não estará também a conquistá-lo a ele enquanto pai realmente?
Conquistar o pai (de facto) implica matar a mãe (de facto), ou matar a mãe é matar o pai que funciona em representação materna (?) possibilitando assim conquistar a mãe “real”?”





